A CNTE está convocando todos os professores à participarem da greve geral da CUT, nesta sexta-feira, 29/05. O SISMUC REGIONAL apóia qualquer movimento em defesa  da educação e dos professores, seja para nacional, estadual ou municipal. A greve é um protesto contra a lei da terceirização.

José Queiroz deve estar rindo a toa, ele não está mais fazendo tanto esforço para lutar contra os professores, nada melhor em um combate, que seu oponente destrua a si mesmo. Está vencendo sem esforço nenhum.

Nos últimos meses, o foco da valorização da carreira docente e melhoria da educação se transformou em quem deve prover esses avanços. Fica a primeira dúvida, se os soldados são os mesmo, renomear o batalhão vai mudar o que? Não vai mudar nada, porque são os saldados que decidem, neste batalhão não existe ordem superior, não existe um que mande, todos mandam!

Desde o último dia 22 de maio, já está valendo o a Lei 15.505. A partir de agora, o uso do celular em sala de aula e outros ambientes escolares, ficará restrito ao uso pedagógico e deverá permanecer desligado na sala de aula, em outros ambientes escolares, poderá ser permitido colocar o aparelho no modo silencioso, mas seu uso só acontecerá se houver algum objetivo pedagógico. Veja abaixo o texto integral da Lei.

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Pesquisa com estudantes do Ensino Médio comprova a baixa atratividade da docência

 

Nos últimos anos, tornou-se comum a noção de que cada vez menos jovens querem ser professores. Faltava dimensionar com mais clareza a extensão do problema. Um estudo encomendado pela Fundação Victor Civita (FVC) à Fundação Carlos Chagas (FCC) traz dados concretos e preocupantes: apenas 2% dos estudantes do Ensino Médio têm como primeira opção no vestibular graduações diretamente relacionadas à atuação em sala de aula - Pedagogia ou alguma licenciatura (leia o gráfico abaixo).

 

Uma profissão desvalorizada
Só 2% dos entrevistados pretendem cursar Pedagogia ou alguma Licenciatura, carreiras pouco cobiçadas por alunos das redes pública e particular

 

Ilustração: Mario Kanno

Fonte: Pesquisa Atratividade da Carreira Docente no Brasil (FVC/FCC)

 
A pesquisa, que ouviu 1.501 alunos de 3º ano em 18 escolas públicas e privadas de oito cidades, tem patrocínio da Abril Educação, do Instituto Unibanco e do Itaú BBA e contou ainda com grupos de discussão para entender as razões da baixa atratividade da carreira docente. Apesar de reconhecerem a importância do professor, os jovens pesquisados afirmam que a profissão é desvalorizada socialmente, mal remunerada e com rotina desgastante (leia as frases em destaque)

"Se por acaso você comenta com alguém que vai ser professor, muitas vezes a pessoa diz algo do tipo: 'Que pena, meus pêsames!'"
Thaís*, aluna de escola particular em Manaus, AM

"Se eu quisesse ser professor, minha família não ia aceitar, pois investiu em mim. É uma profissão que não dá futuro."
André*, aluno de escola particular em Campo Grande, MS

* Os nomes dos alunos entrevistados foram alterados para preservar a confidencialidade da pesquisa

O Brasil já experimenta as consequências do baixo interesse pela docência. Segundo estimativa do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), apenas no Ensino Médio e nas séries finais do Ensino Fundamental o déficit de professores com formação adequada à área que lecionam chega a 710 mil (leia o gráfico ao lado). E não se trata de falta de vagas. "A queda de procura tem sido imensa. Entre 2001 e 2006, houve o crescimento de 65% no número de cursos de licenciatura. As matrículas, porém, se expandiram apenas 39%", afirma Bernardete Gatti, pesquisadora da Fundação Carlos Chagas e supervisora do estudo. De acordo com dados do Censo da Educação Superior de 2009, o índice de vagas ociosas chega a 55% do total oferecido em cursos de Pedagogia e de formação de professores.

 

Faltam bons candidatos
A baixa procura contrasta com a falta de docentes com formação adequada 

 

Ilustração: Mario Kanno

 

Fontes: Inep e Censo da Educação Superior (2004 e 2008)

 

Um terço dos jovens pensou em ser professor, mas desistiu

 
O estudo indica ainda que a docência não é abandonada logo de cara no processo de escolha profissional. No total, 32% dos estudantes entrevistados cogitaram ser professores em algum momento da decisão. Mas, afastados por fatores como a baixa remuneração (citado nas respostas por 40% dos que consideraram a carreira), a desvalorização social da profissão e o desinteresse e o desrespeito dos alunos (ambos mencionados por 17%), acabaram priorizando outras graduações. O resultado é que, enquanto Medicina e Engenharia lideram as listas de cursos mais procurados, os relativos à Educação aparecem bem abaixo (leia os gráficos na página ao lado).

Um recorte pelo tipo de instituição dá mais nitidez a outra face da questão: o tipo de aluno atraído para a docência. Nas escolas públicas, a Pedagogia aparece no 16º lugar das preferências. Nas particulares, apenas no 36º. A diferença também é grande quando se consideram alguns cursos de disciplinas da Escola Básica. Educação Física, por exemplo, surge em 5º nas públicas e 17º nas particulares. "Essas informações evidenciam que a profissão tende a ser procurada por jovens da rede pública de ensino, que em geral pertencem a nichos sociais menos favorecidos", afirma Bernardete. De fato, entre os entrevistados que optaram pela docência, 87% são da escola pública. E a grande maioria (77%), mulheres.

O perfil é bastante semelhante ao dos atuais estudantes de Pedagogia. De acordo com o Exame Nacional de Desempenho dos Estudantes (Enade) de Pedagogia, 80% dos alunos cursaram o Ensino Médio em escola pública e 92% são mulheres. Além disso, metade vem de famílias cujos pais têm no máximo a 4ª série, 75% trabalham durante a faculdade e 45% declararam conhecimento praticamente nulo de inglês. E o mais alarmante: segundo estudo da consultora Paula Louzano, 30% dos futuros professores são recrutados entre os alunos com piores notas no Ensino Médio. O panorama desanimador é resumido por Cláudia*, aluna de escola pública em Feira de Santana, a 119 quilômetros de Salvador: "Hoje em dia, quase ninguém sonha em ser professor. Nossos pais não querem que sejamos professores, mas querem que existam bons professores. Assim, fica difícil".

 

Ilustração: Mario Kanno

Ilustrações: Mario Kanno

 

Revista nova Escola - por Rodrigo Ratier e Farnanda Salla

texto de Andrea Ramal 
 
O Brasil está em primeiro lugar no ranking de violência contra professores divulgado pela OCDE. Será que os pais dos estudantes têm consciência da gravidade desse resultado e do que ele significa para a educação dos seus filhos?
Por um lado, significa que nossas crianças e jovens estudam num sistema educacional cheio de falhas e ineficaz. Não adianta explicar a violência na escola só em função do entorno em que os alunos vivem. Isso conta, mas o fato é que o país não atualizou o ensino e, em plena cibercultura, mantém um modelo educacional do século passado.
Nesse sistema, o magistério é tão mal remunerado que não atrai talentos. Os que ingressam na profissão não recebem a preparação adequada, começam a lecionar sem experiência e têm dificuldade para conquistar os estudantes. Os alunos não se interessam pelo que é ensinado e a didática não é atraente. Ficam desmotivados, hiperativos, indisciplinados.
Para controlar a turma, muitos professores tentam manter a ordem, o que, dependendo da forma, gera revolta. A sala de aula se converte num campo de batalha. Professores adoecem. Milhares abandonam a profissão. Prova Brasil e Enem mostram que, a cada ano, poucos alunos aprenderam o que deveriam.
Ao mesmo tempo, esse desonroso resultado também significa que muitos jovens não estão aprendendo, em casa, aspectos básicos para o convívio social, como urbanidade, respeito, cortesia, civilidade. E estão aprendendo pouco sobre o valor da educação.
Na Coreia do Sul, o índice de violência relatado pelos mestres é zero. Isso não acontece apenas porque o país valorizou a carreira docente, mas sobretudo porque em casa, desde cedo, as crianças aprendem a importância da escola e o respeito pelos que ensinam.
É verdade que esse fenômeno não ocorre só no Brasil. Por exemplo, no México, a Comissão Nacional de Direitos Humanos e o Sindicato de Trabalhadores da Educação acabam de lançar um documento que adverte sobre a violência que os professores vêm sofrendo por parte dos alunos, citando: ameaças, insultos, roubos, danos a seus carros, bullying pela internet, empurrões, socos. Fatos similares ocorrem na Argentina, Espanha, Uruguai, por citar alguns. Isso não deveria ser um consolo. Alguns estados brasileiros passaram a colocar policiais dentro das escolas. Essa não deveria e não pode ser a única solução possível.
Pobre do país que despreza seus próprios mestres. Serão os tablets a solução mágica? Recursos tecnológicos armazenam muitos conteúdos, mas não podem ensinar valores, promover posturas de vida, formar agentes de mudança social.
Se os pais brasileiros desejam uma educação de qualidade para seus filhos, não deveriam lidar com agressões contra professores como se fosse normal. A violência crescente contra os mestres é sinal de colapso iminente no sistema educacional. Os pais precisam se envolver nas discussões sobre as melhorias necessárias nas escolas. Acompanhar a implantação do Plano Nacional de Educação. Seja qual for o candidato eleito, cobrar uma gestão qualificada da rede escolar. A cobrança da sociedade pode conquistar políticas educacionais mais continuadas e efetivas.
Os pais que têm filhos em idade escolar deveriam ficar atentos ao exemplo que dão quando falam dos mestres. Não tirar a autoridade deles na frente das crianças. Isso não significa que os estudantes precisam obedecer cegamente, eles sempre devem expressar o que pensam. E os pais sempre podem apresentar queixas na escola. Mas precisam ensinar uma postura de colaboração na sala de aula. Dos gestores escolares, exigir que o professor seja bem preparado, competente e valorizado.
É nas crianças e nos jovens em formação que está o país que podemos ser.  Mas não se enganem, é urgente: antes, há que cuidar de quem os forma.

Foto da capa: Professora de Franco da Rocha, SP, vítima de violência de alunos

 

Site G1 - http://g1.globo.com/educacao/blog/andrea-ramal/post/violencia-contra-os-professores-nao-pode-ser-vista-como-normal.html

A prefeitura de Caruaru não teve como esconder por muito tempo que o Plano de Cargos, Carreiras, Desenvolvimento e Remuneração (PCCDR) estava errado. Nenhum funcionário da educação estava podendo ser aposentado por erro do PCCDR no enquadramento na tabela de vencimento, se o enquadramento fosse feito, uma das falhas mais gritantes do PCCDR apareceria. E foi isso o que aconteceu neste mês de abril, a prefeitura fez o enquadramento dos servidores na tabela do novo PCCDR, com isso, a prefeitura reduziu os salários de muitos servidores da educação, o que é inconstitucional! Mas, para não ser processada por improbidade administrativa, a prefeitura adicionou a Parcela de Irredutibilidade Salarial, que completa o que está faltando no salário do servidor. Agora, muitos servidores da educação vão receber o contracheque com o salário aula e a Parcela de Irredutibilidade Salarial.
 
Um verdadeiro atestado de que o PCCDR está errado, que foi feito sem compromisso e sem nenhum critério técnico. O erro apresentado no contracheque é primário e foi dito nas reuniões nos anos de 2013 e 2014, mas para não admitir que o PCCDR estava errado a prefeitura levou 2 anos para colocar o enquadramento no contracheque.
 
Mas,  como o problema começou a virar uma bola de neve gigante com a recusa em aposentar os servidores da educação que necessitavam do enquadramento, e com medo de expor a falha, só tiveram coragem de expor o problema agora.
 
Veja abaixo um contracheque de abril com o novo enquadramento. Destacado em vermelho, o erro primário do PCCDR que foi alertado nas reuniões de negociação.

 

 

É um erro gritante de cálculo que está sendo remendado com esta Parcela de Irredutibilidade Salarial. Um verdadeiro atestado que o PCCDR foi feito para prejudicar os Servidores da educação

 

E ainda há algo mais grave, a previdência está sendo cobrada apenas do salário aula, ou seja, do salário que foi reduzido, e não somando com a Parcela de Irredutibilidade, que era o salário aula nos meses anteriores o que vai diminuir o salário na hora de se aposentar.

O SISMUC REGIONAL parabeniza e saúda todas as mamães do Brasil e em especial a todas as mamães batalhadoras que são Servidoras Públicas de Caruaru!

 Aconteceu durante toda esta sexta-feira, 08, no auditório do Restaurante Asa Branca Central, na Capital do Agreste, o II Fórum Popular de Educação de Caruaru promovido e realizado pelo Sindicato dos Servidores Municipais de Caruaru - SISMUC Regional.


 Na manhã desta quinta-feira, 30, aderindo a Parada Nacional da Educação, o SISMUC REGIONAL, promoveu dois atos para marcar a data em Caruaru. Num primeiro momento foi realizada mais uma assembleia nas dependências da União Beneficente dos Artistas de Caruaru com os Servidores Públicos da Rede Municipal de ensino, onde os professores estiveram sendo informados sobre os últimos acontecimentos em relação ao pleito da categoria com o Executivo Municipal.
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